domingo, 6 de outubro de 2013

A Revista Mega Power e a Sua BD


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Hoje, inaugura-se um novo subtipo de artigo, dentro dos que se dedicam à banda desenhada disponibilizada nas bancas, nomeadamente às publicações não especializadas em BD que também a publicam.
Neste contexto, apresenta-se a revista Mega Power, autointitulada a revista n.º 1 para rapazes, tendo como público-alvo os meninos / rapazes entre os 5 e os 11 anos. Com uma tiragem de 12000 exemplares, esta revista mensal atingiu o n.º 40 com o lançamento de outubro, no passado dia 1. A título de curiosidade, eis o vídeo do lançamento da revista, realizado há 40 meses:
Os bedéfilos certamente repararam que em nenhum momento a nona arte é referida ao longo do vídeo. No entanto, desde o primeiro número que na barra superior da capa a BD é discretamente anunciada no canto superior direito. A estrutura da revista manteve-se fundamentalmente a mesma ao longo destes 40 meses, apesar de terem existido secções que desapareceram – por exemplo, os quebra-cabeças.
Numa revista onde personagens conhecidos do manga e dos comics estão frequentemente presentes devido aos posters e artigos sobre anime, desenhos animados norte-americanos, cinema e videojogos, que banda desenhada está afinal presente nesta revista da Goody? Se o leitor colocar como hipóteses BD baseadas em desenhos animados, comics norte-americanos ou manga, os mesmos estariam em plena consonância com a revista. Afinal, no número 39 figuravam, por exemplo, Percy Jackson, R.I.P.D. ou Kingdom Hearts; e no número de outubro, os leitores encontram, entre outros, A Lenda de Zelda, Pokémon, Lego Marvel Super Heroes e Inazuma Eleven; e, para o próximo mês, está anunciado um artigo sobre o segundo filme de Thor e um dossier sobre os filmes com as várias personagens Marvel… Mas, na posse do dado de que apenas 4 páginas da revista contêm 3 séries de BD, certamente teria mais dificuldades em adivinhar a BD que a revista publica.
A verdade é que 2 das séries são… BD franco-belga. Se referi que nas revistas e livros nacionais de setembrode e sobre banda desenhada não foi publicada BD franco-belga, e que apenas nas revistas francesas importadas de e sobre BD foi possível ter acesso à mesma em revistas especializadas, a Mega Power é o exemplo de que a BD franco-belga é publicada mensalmente em Portugal, inclusivamente nos meses em que nenhum livro ou revista especializada o realiza. É verdade que nesta revista a mesma se reduz a duas pranchas (uma prancha para cada série). Mas também é verdade que marca presença e em idades bastante jovens.
Mas que séries são essas? Ambas as BD franco-belgas são originalmente publicadas pela editora francesa Bamboo Édition. Alguns álbuns desta editora têm sido publicados em Portugal, via Asa, seja BD dirigida aos mais novos, sem palavras (A minha 1ª BD – Capuchinho Vermelho / Branca de Neve), seja humorística (Os Campistas, Os Funcionários, Os Chuis, Os Bombeiros, Os Comerciais, Os Informáticos). A nível do humor, a BookTree também editou séries da Bamboo, como Vovô Motard, Os Profs ou Os Maluquinhos da Bola. As duas séries publicadas na Mega Power pertencem precisamente à BD humorística, autocontida em cada prancha.
Uma das séries denomina-se Os Insetos em Banda Desenhada e pode ser lido um extrato aqui em francês. Com arte de Cosby, o argumento é da autoria de Christophe Cazenove e François Vodarzaca. A BD alia o humor à componente informativa, com informações taxonómicas e outras consideradas relevantes relativas ao inseto abordado em cada uma das pranchas. Eis 3 vinhetas do gag publicado na Mega Power 40, denominada O Pirilampo:
pirilampo
A segunda série franco-belga é em tudo semelhante à anterior mas ao invés de serem abordados insetos, a BD versa os dinossauros. Os Dinossauros em Banda Desenhada tem como autores Arnaud Plumeri no argumento e Bloz na arte. Pode ser lido um extrato aqui em francês e/ou ver um vídeo de apresentação do 3.º tomo:
Eis 3 vinhetas da prancha publicada na Mega Power 40:
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A 3.ª série publicada tem direito a duas páginas e denomina-se Magias (Magic in a Minute), da autoria do prestidigitador cómico Mac King e do seu primo ilustrador Bill King. Esta tira cómica – da qual a Mega Powerpublica mensalmente 6 tiras – na verdade, tem como fim ensinar magia às crianças de uma forma fácil e visualmente apelativa, temperada com um pouco de humor, através da BD. Eis um exemplo de uma das tiras publicadas na Mega Power 40, cuja distribuição é realizada pela Universal Uclick (clique na imagem para aumentá-la):
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É necessário, no entanto, sublinhar que a BD referida neste artigo refere-se à atualmente disponibilizada pela revista. Se fôssemos construir o historial da BD publicada pela Mega Power, certamente teríamos de nos referir a outras séries, como a BD belga Kid Paddle da autoria de Midam e colorida por Angèle, originalmente publicada pela Dupuis na revista Spirou.
No futuro, é minha intenção continua a apresentar nesta rubrica a BD mais escondida dos bedéfilos (isto é, publicada noutros locais que não em revistas temáticas de e/ou sobre a nona arte).
nota: a capa e a tira Magic in a Minute foram gentilmente cedidas pela editora, as quais se agradecem e ilustram o texto.

Repaginado com a técnica do mestre Caldas


Príncipe Valente: do Uruguai para o Mundo

Recentemente, referi-me a uma obra da Libri Impressi que apenas foi editada em castelhano, Cisco Kid. Os leitores certamente se aperceberam que, mesmo para quem nunca estudou a língua, a mesma não é um entrave para a compreensão total das aventuras e desventuras do western desenhado pelo mestre Salinas.
O que talvez nem todos saibam é que uma editora uruguaia, a La Imprenta, tem editado livros do Príncipe Valente de Hal Foster, restaurados pelo português Manuel Caldas. Ao todo já foram publicados dois livros, estando o terceiro previsto para novembro.
As boas notícias para os bedéfilos portugueses que interromperam a sua coleção após o lançamento do 6.º volume da série, é a de que os volumes uruguaios a que me referirei correspondem ao que seria o volume 7 e seguintes.
O primeiro intitula-se La Reina y el Escudero e abarca o biénio 1949-1950 (clique-se nas imagens para visualizá-las com maior tamanho):
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Nestas imagens do volume publicado em setembro de 2011 está patente o laborioso trabalho de restauração de Caldas.
O volume seguinte foi lançado em março deste ano e intitula-se Los Hijos de Odín, onde estão reunidas as pranchas do biénio 1951-1952. Registe-se que a  prancha 828, datada de 21 de dezembro de 1952, com a visão de Valhalla, a que me referi quando abordei a obra El rescate emocional de un clásico: ‘Prince Valliant’, la obra cumbre de Hal Foster de Eduardo Martínez-Pinna, se encontra colorida, de modo a ser possível apreciar na totalidade a terceira vinheta e o seu jogo de cores. Clique nas imagens para as visualizar com maiores dimensões (apesar dos textos destes previews se encontrarem em inglês, na obra encontram-se em espanhol).
PV8PV8aPV8bPV8cPV8dPode realizar as encomendas no site da editora uruguaia, aqui. A continuação das boas notícias é que os volumes são impressos em Portugal, pelo que o valor dos portes não afugentará os bedéfilos nacionais.

2 pensamentos em “Príncipe Valente: do Uruguai para o Mundo”

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    Com todo o meu respeito ao trabalho do Caldas, se ele não vai fazer uma edição em portuguiês, que faça uma edição maltesa (língua oficial: Inglês) e publique em inglês. Não vou comprar uma edição de uma obra cuja língua original eu domino perfeitamente em uma língua que eu não domino tão bem, ainda mais quando ela é editada e impressa no meu país natal!
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      Caro Pedro:
      Eu tenho algumas obras de BD em línguas que não domino minimamente devido à obra não estar disponível em línguas que me sejam mais familiares ou por estar interessado numa particularidade da edição em causa. Neste livro, o que está em causa é o magnífico restauro realizado, independentemente da língua. Felizmente, ler em espanhol não é difícil. Mas entendo perfeitamente o teu ponto de vista, dado o original ser em inglês.
      Abraço,
      Nuno

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Apple contrata designer da Nike para lidar com tecnologia vestível

Um dos criadores do FuelBand pode ajudar na criação do iWatch (Fonte da imagem: Divulgação/Nike)

Até o momento, os rumores sobre um relógio inteligente fabricado pela Apple não tinham mostrado qualquer tipo de comprovação mínima para que pudéssemos acreditar em um aparelho desse tipo feito pela Maçã. Agora, entretanto, ela mesma ofereceu isso para os entusiastas. Até então designer da Nike, Ben Shaffer foi contratado pela Apple sem que detalhes sobre os projetos em que ele deve trabalhar fossem revelados.
Com isso, você deve pensar porque raios um possível iWatch estaria sendo relacionado a este rapaz. O fato é que ele foi um dos grandes responsáveis pela concepção do Nike FuelBand, um dispositivo eletrônico para monitorar a atividade corporal dos usuários. Esse aparelho deve ser usado no pulso como se fosse um relógio. Sendo assim, quem melhor para contratar além de alguém que já desenhou algo muito parecido com um relógio inteligente?
Dessa maneira, os rumores sobre um aparelho que pode ser usado no corpo feito pela Apple, que tinham perdido força, tornaram mais uma vez a circular na internet. Mesmo com isso, não é possível ter certeza de nada, muito menos com relação a um possível prazo para o lançamento de um possível iWatch pela Maçã.
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